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Roberto Vertamatti - ESG – SÃO EXIGÊNCIAS DE DOMINAÇÃO?

Uma questão posta hoje em dia como necessária para todas as empresas é o ESG (Environmental, Social and Governance). E, não somente para as empresas, mas está sendo posto como exigência para toda a humanidade, a partir de metas definidas pela ONU para 2030. Ainda que o ESG seja aparentemente algo da moda e, ainda que eu não aprecie como certas agências (falo aqui de organismos internacionais como a citada ONU, por exemplo) tem tratado o tema: com muita pressão e, até, com desrespeito a todos nós, pela forma impositiva que estão querendo implantar o ESG (entendo que as pessoas podem ser convencidas sobre algumas proposituras destas metas, mas, ressalto, deveria ser somente com argumentos inteligentes, sendo que o convencimento cabe a cada um de nós). Tudo o que é imposto de cima para baixo, acaba desmerecendo o propósito, mesmo que existam bons propósitos. O ESG pode ser encarado como desafios a serem atingidos, mas nunca, ressalto aqui, de forma impositiva, ou utilizando o termo: isto é politicamente correto (termo hipócrita e ditatorial). Como sabemos o ESG está vinculado às metas da ONU para 2030 (17 grandes metas). Peço licença aqui para listar as 17 metas: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo universal da Organização das Nações Unidas à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e assegurar que todas as pessoas tenham paz e prosperidade. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nasceram na Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro em 2012. A decisão foi produzir um conjunto de objetivos sobre desafios ambientais, políticos e econômicos mais urgentes que nosso mundo enfrenta. Os ODS’ s substituem os objetivos de desenvolvimento do Milênio (ODM), que começou com um esforço global em 2000 para combater a indignidade da pobreza. Os ODM ’s estabeleciam objetivos mensuráveis, universalmente acordados para combater a pobreza extrema e a fome, prevenir doenças mortais e expandir a educação primária para todas as crianças, entre outras prioridades de desenvolvimento. Esses 17 objetivos, construídos sobre os sucessos do Desenvolvimento do Milênio, também incluem novas áreas tais como a mudança climática, desigualdade econômica, inovação, consumo sustentável, paz e justiça, entre outras prioridades. Os objetivos são interligados – muitas vezes a chave para o sucesso de um, envolvem questões associadas a outros objetivos. 1. Erradicação da pobreza - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. 2. Fome zero e agricultura sustentável - Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. 3. Saúde e bem-estar - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. 5. Igualdade de gênero - Alcançar a igualdade de gênero e o “empoderamento” de todas as mulheres e meninas. 6. Água limpa e saneamento - Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. 7. Energia limpa e acessível - Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos. 8. Trabalho decente e crescimento econômico - Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos. 9. Inovação da infraestrutura - Construir infraestrutura resistente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação. 10. Redução das desigualdades - Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles. 11. Cidades e comunidades sustentáveis - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros e sustentáveis. 12. Consumo e produção responsáveis - Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. 13. Ação contra a mudança global do clima - Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. 14. Vida na água - Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares, e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. 15. Vida terrestre - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade. 16. Paz, justiça e instituições eficazes - Promover sociedades pacíficas e inclusivas par ao desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. 17. Parcerias e meios de implementação - Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Sem dúvida alguns objetivos são bastante salutares e até parecem ótimos, no entanto, da mesma forma como comentei acima sobre o ESG, ressalto aqui: apesar da linguagem aparentemente democrática da apresentação dos objetivos, as atitudes têm sido muito ditatoriais em diversas situações, especialmente por parte da ONU. Somente para destacar a falácia de algumas posturas deste organismo, comento aqui especificamente sobre alguns aspectos que constam no detalhamento dos objetivos 5, 6 e 14: - No objetivo de igualdade de gênero há comentário específico sobre o direito ao aborto (assassinato de bebês). Não se pode acreditar neste objetivo como algo que faça sentido antropológico, mas a ONU tem agido de forma ditatorial com relação ao que pretende neste item: quer o aborto para todos os povos e, a ONU tem condicionado a ajuda financeira e de alimentos para alguns países da África, desde que o respectivo país adote o aborto. Apesar de Católico e, em função do que disse Jesus Cristo: primeiro a Vida e nunca o aborto ou a morte de qualquer pessoa, ser contra o aborto não é questão religiosa, mas, acima de tudo da natureza humana. Este aspecto mostra muito bem como o mundo está doente: destruir alguns ovos de tartaruga é passível de prisão inafiançável, no entanto, matar um bebê é chamado de direito – que absurda hipocrisia. - Sobre a Igualdade de gênero, outra falácia ditatorial. Sem dúvida que mulher e homem devem ter os mesmo direitos e obrigações, guardados os aspectos de suas naturezas intrínsecas, o gênero é humano e só existem homem e mulher, tudo o mais são criações sem sentido com relação à verdadeira natureza humana. Como cristão devemos acolher os fracos e oprimidos, mas nunca, ser conivente com o que não é natural. Esta questão, propositalmente, é colocada para destruir as crianças e jovens, destruir a família e a religião. - Quando fala de água limpa e saneamento, um objetivo excelente, mas, também aqui, há muita hipocrisia, senão vejamos: a maior poluição que existe na terra é a da água, mas, sobre a principal fonte desta poluição nada é comentado e, sabemos o porquê; porque significaria destruir uma fonte de lucros não éticos das grandes farmacêuticas. Estou falando aqui dos anticoncepcionais (hormônios) – uma verdadeira bomba que elevou exponencialmente nas mulheres o câncer de mama, de útero, acidentes vasculares, etc., além de causar uma poluição, a pior de todas, pois nenhum tratamento, por melhor que seja, elimina da água os hormônios (estrógeno e progesterona). Porque então nada falam desta poluição? Eliminar esta poluição deveria ser uma das principais metas. Reconheço que alguns pontos dos 17 objetivos são positivos e até necessários, mas, devem ser trabalhados com respeito a todos, com o verdadeiro sentido da inclusão: educação e respeito a todos. Somente desta forma os objetivos que são salutares serão atingidos. Toda a imposição no final acaba sendo maléfica e não contribui com a conscientização das pessoas. “TODA DECISÃO DEVE SER ÚNICA E INDIVIDUAL. NUNCA DEVEMOS ACEITAR QUE ALGUÉM DIGA O QUE DEVEMOS FAZER”.

Matéria por: Roberto Vertamatti

Referências (sites visitados para subsidiar o artigo): www.aventuradeconstruir.org.br www.un.org www.brasil.un.org

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